Uma situação de violência doméstica alarmante e violação de domicílio foi registrada na noite de sexta-feira (20) na Rua Ismael Pinto Siqueira, Centro de Faxinal. A equipe policial foi acionada via COPOM com a informação de que um indivíduo estaria tentando invadir a residência de sua ex-convivente, que possui uma Medida Protetiva de Urgência em vigor contra ele.
Ao chegar no local, a equipe fez contato com a vítima, que relatou o terror que viveu. Seu ex-convivente havia pulado o portão da residência, em seguida, forçou as janelas e desferiu chutes violentos na porta da frente, tudo isso em uma tentativa clara de forçar a entrada na casa. Diante da situação de extremo perigo, a vítima começou a gritar por socorro. Os gritos alertaram uma vizinha, que também gritou, dizendo que chamaria a polícia. Foi nesse momento que o agressor, assustado, pulou o muro dos fundos da casa e evadiu-se correndo em direção a um terreno baldio.
De posse das características do suspeito – calça jeans e blusa marrom – a equipe policial iniciou buscas imediatas na região, contando com o apoio da Equipe Extra Jornada e do CPU. Após certo tempo de diligências, o autor foi localizado em uma rua paralela à da solicitante, a algumas quadras de distância. Ele apresentava visível cansaço físico, como se tivesse corrido exaustivamente, e sinais evidentes de embriaguez alcoólica. Foi dada voz de abordagem, prontamente acatada pelo autor. Em busca pessoal, nenhum ilícito foi encontrado. Questionado sobre o motivo de estar na residência da ex-convivente, o autor alegou, de forma descabida, que teria ido apenas para ver um cachorro que lhe pertenceria.
Na sequência, a equipe retornou à residência e colheu informações adicionais com a vítima, que confirmou a existência de três Medidas Protetivas de Urgência contra o agressor, impedindo-o de se aproximar dela. Embora os sistemas policiais não apresentassem um registro formal de ciência por parte do masculino sobre as medidas, o próprio agressor, em conversa com a equipe, afirmou ter ciência delas, alegando ter sido informado "de maneira informal". Ele inclusive foi capaz de relatar o período de vigência, dizendo que sabia que não poderia se aproximar da vítima entre o início e o final de 2025, o que coincide com as informações constantes nos registros do sistema.
Diante dos fatos, foi dada voz de prisão ao autor pelos crimes de violação de domicílio e, em tese, descumprimento de medida protetiva, com base na sua confissão espontânea de ciência informal. Em seguida, o detido foi encaminhado ao Hospital Municipal para a confecção de laudo de lesões corporais – ele possuía um corte na mão esquerda, que disse ter sido causado durante a fuga da residência da vítima – e, posteriormente, à 53ª Delegacia Regional de Polícia Civil, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial de plantão para os procedimentos de polícia judiciária. O caso ressalta a importância das medidas protetivas e a gravidade de seu descumprimento, que coloca a vida das vítimas em risco.
Comentários: