Em California, no Paraná, a Polícia Militar atendeu na tarde de 4 de fevereiro de 2026 uma ocorrência de apoio ao Conselho Tutelar na Rua João Voltarrelli, no Centro. A equipe foi acionada após denúncia de que uma mãe de 28 anos, identificada apenas pelas iniciais no boletim, estava embriagada em uma conveniência, expondo seu filho menor a um ambiente de risco. Os conselheiros tutelares, ao chegarem ao local para intervir, foram desacatados e ameaçados pela mulher, que se recusou a colaborar.
Segundo o relatório da PM, registrado às 18h47, os agentes encontraram a mãe no estabelecimento comercial, junto ao seu convivente de 25 anos, também embriagado, e outro homem de mesma idade. Todos foram submetidos a busca pessoal, sem encontrar nada ilícito, e checados no Copom, sem pendências judiciais. A criança já havia sido levada pelo tio da mulher, evitando risco imediato.
Os conselheiros relataram que tentaram conversar com a mãe sobre a situação imprópria da criança ao lado dela, visivelmente alcoolizada. Em resposta, ela gritou para todos os presentes que "conhecia as leis", recusou-se a entregar o filho e proferiu frases como "baixa sua bola, vocês não são de nada, não vão mandar em mim, eu faço o que eu quero, depois nós conversamos na rua". A mulher ignorou orientações para comparecer ao Conselho Tutelar no próximo dia útil e, em tom ameaçador, disse: "depois vocês vão pagar", sugerindo agressão futura.
Diante do desrespeito e da ameaça, os conselheiros optaram por representar contra a mãe. A PM lavrou Termo Circunstanciado (TC) no local, por desobediência e ameaça. O atendente da conveniência foi orientado e negou venda de bebidas alcoólicas à mulher, afirmando ter comercializado apenas cigarros. O caso destaca a importância do trabalho integrado entre PM e Conselho Tutelar para proteger crianças em situações de vulnerabilidade.
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