A manifestação organizada por entidades e movimentos de esquerda em São Paulo, com o objetivo de protestar contra a proposta de anistia aos envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, registrou baixa adesão neste domingo (30). O ato, que reuniu representantes de partidos políticos, sindicatos e organizações sociais, concentrou-se na Praça Oswaldo Cruz, no início da Avenida Paulista, e seguiu em marcha até o 36º Distrito Policial, no Paraíso, local que abrigou o DOI-Codi durante a ditadura militar.
Apesar da presença de figuras políticas como os deputados federais Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Lindbergh Farias (PT-RJ), que discursaram em um carro de som, e da participação de entidades como a Central de Movimentos Populares (CMP), Brasil Popular, Povo Sem Medo, Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Apeoesp, a manifestação não atraiu um grande público.
Estimativas do Monitor do Debate Político do Cebrap e da ONG More in Common apontaram a presença de 6.560 manifestantes, com margem de erro de 12%. Já o departamento de Inteligência da Polícia Civil estimou um público de cerca de 5 mil pessoas.
Os números contrastam com a expressividade de outras manifestações recentes. No Rio de Janeiro, por exemplo, o mesmo ato reuniu cerca de 18,3 mil pessoas, segundo os mesmos pesquisadores. Além disso, a manifestação bolsonarista em Copacabana, no último dia 16, atraiu um público significativamente maior, com estimativas que variam de 30 mil (Datafolha) a 400 mil pessoas (Polícia Militar).
A baixa adesão em São Paulo gerou debates sobre a capacidade de mobilização da esquerda e a força do movimento contra a anistia aos golpistas. A manifestação, no entanto, cumpriu seu objetivo de expressar o repúdio à proposta e cobrar punição aos responsáveis pelos atos de 8 de janeiro.
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