Nos últimos sete anos, desde que assumiu o Supremo Tribunal Federal (STF) em 2017, o patrimônio imobiliário do ministro Alexandre de Moraes e de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, valorizou 266%, saltando de R$ 8,6 milhões para R$ 31,5 milhões, conforme dados divulgados pelo Estadão. O casal hoje detém 17 propriedades, concentradas principalmente em Brasília e São Paulo.
A expansão foi especialmente acelerada nos últimos cinco anos, com investimentos de R$ 23,4 milhões em imóveis, todos pagos à vista. No mesmo período, o salário de Moraes como ministro aumentou 40%, de R$ 33 mil para R$ 46 mil mensais, alinhado ao teto do funcionalismo público. Além disso, ele recebeu pouco mais de R$ 1 milhão em auxílios e benefícios ("puxadinhos") desde 2019. Esses valores, no entanto, não explicam a totalidade dos aportes imobiliários, o que desperta questionamentos sobre outras fontes de renda.
Entre as possibilidades apontadas estão palestras, aulas e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes. Este último chamou atenção por um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, valor considerado atipicamente elevado em comparação ao mercado nacional e internacional de serviços jurídicos.
Transações imobiliárias recentes também geram controvérsias. Em um caso, o casal vendeu um imóvel por R$ 1,4 milhão a um advogado que, anos antes, obteve habeas corpus por decisão monocrática do próprio ministro.
Os fatos surgem em momento sensível para Moraes, pressionado por investigações ligadas ao Banco Master. Arquivos do caso revelam supostas conversas privadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, investigado que pode firmar delação premiada.
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