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Terça-feira, 28 de Abril de 2026
Tarifas de Trump atingem aliados e agitam comércio global

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Tarifas de Trump atingem aliados e agitam comércio global

Medidas impactam México e União Europeia, que buscam respostas em meio a negociações e acusações

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As recentes cartas enviadas por Washington no fim de semana confirmaram a imposição de tarifas de 30% sobre produtos do México e da União Europeia. Essa medida abrange um volume significativo de comércio: US$ 840 bilhões com o México e impressionantes US$ 2 trilhões com a UE em 2024, evidenciando a amplitude do impacto.

No comunicado endereçado à presidente do México, Trump culpou o país vizinho por "falhar em deter os cartéis", alegando que transformaram a América do Norte em "um playground do narcotráfico". A acusação aponta para uma conexão entre as tarifas e a política de segurança e combate ao crime organizado.

Em relação à presidente da Comissão Europeia, o argumento central foi o desequilíbrio comercial. Trump indicou que a UE é responsável por um dos maiores déficits comerciais dos EUA, registrando um superávit de US$ 56 bilhões em 2024. Essa justificativa ressalta a busca por uma renegociação das relações comerciais consideradas desfavoráveis aos Estados Unidos.

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As tarifas anunciadas fazem parte de um pacote mais amplo de medidas. Na última semana, 23 países, incluindo o Brasil, Japão e Canadá, receberam avisos de novas tarifas que variam de 20% a 50% sobre bens específicos, sinalizando uma abordagem protecionista generalizada.

Como resposta, a União Europeia suspendeu tarifas retaliatórias que entrariam em vigor hoje, demonstrando uma aposta em um acordo até o fim do mês. Nos bastidores, autoridades europeias avaliam o gesto como mais um movimento de barganha, indicando a complexidade das negociações.

Já o México, por meio da presidente Claudia Sheinbaum, prometeu manter as negociações, mas fez um aviso claro de que sua soberania não está à venda, ecoando um discurso semelhante ao do presidente Lula. Essa postura destaca a importância da autonomia nacional diante das pressões comerciais.

Apesar da postura agressiva nas tarifas, o histórico de acordos comerciais de Trump ainda é modesto. No final de abril, ele prometeu fechar 200 acordos comerciais, mas até o momento, apenas 3 foram assinados, levantando questões sobre a eficácia de sua estratégia.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): EFE
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