Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, divulgou um vídeo que ele afirma ser a prova de que as forças americanas destruíram um barco venezuelano suspeito de transportar drogas. A operação, que teria acontecido no Caribe, gerou um confronto diplomático com a Venezuela, que acusa os EUA de usarem inteligência artificial para fabricar as imagens.
Em um pronunciamento, Trump disse que as forças americanas "literalmente destruíram um barco que transportava drogas, muita droga" proveniente da Venezuela. O vídeo, compartilhado em sua rede social, mostra uma lancha explodindo e pegando fogo. Ele afirmou que a tripulação pertencia à gangue venezuelana Tren de Aragua, designada como grupo terrorista pelos EUA, e que esta seria controlada pelo presidente Nicolás Maduro, algo que Caracas nega. O secretário Marco Rubio também confirmou o ataque.
Em resposta, o ministro da Comunicação e Informação venezuelano, Freddy Ñáñez, acusou o governo americano de usar "deepfake" para criar a prova. Ele anexou uma análise técnica feita pela plataforma de inteligência artificial Gemini, que concluiu que é "muito provável" que o vídeo tenha sido gerado por IA, citando a "falta de detalhamento realista" e a aparência "simplificada, quase de desenho animado" da explosão.
A decisão de explodir a embarcação em vez de apreendê-la é vista como altamente incomum. A acusação da Venezuela levanta um debate sobre o uso de provas fabricadas para justificar ações militares e a desestabilização das relações internacionais. Até o momento, o Departamento de Estado dos EUA não se pronunciou sobre a autenticidade do vídeo.
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