Um caso de maus-tratos a animais resultou na prisão de um tutor em Apucarana na tarde de quinta-feira (19) no Residencial Interlagos. A Polícia Militar foi acionada via COPOM para prestar apoio ao CEMSA (Centro Municipal de Saúde Animal), seguindo uma determinação da Delegada de Polícia Civil, Dra. Luana Lopes, que visava o encaminhamento do tutor de um cão à Delegacia por reincidência na situação.
A equipe policial deslocou-se à residência do suspeito, onde fez contato com o morador, de 29 anos, que confirmou ser o tutor do animal. Ele alegou que o cachorro havia fugido durante a tarde e que não sabia onde se encontrava. Durante a conversa, o diretor do CEMSA, Fernando Felipe, informou à equipe que o animal havia sido resgatado por uma moradora e estava sendo levado de volta. Relatou ainda que, dois dias antes, o cão já havia sido recolhido pela equipe do Canil Municipal, apresentando sinais evidentes de debilidade e necessidade de atendimento veterinário. Naquela ocasião, ao ser constatado que o animal possuía tutor, ele foi devolvido com orientação formal para que fosse encaminhado imediatamente a um veterinário, pois apresentava sinais de cinomose.
No entanto, com a chegada do cão ao local, constatou-se que o animal permanecia em estado de magreza extrema, prostrado e debilitado, reforçando os indícios de maus-tratos por negligência. O cão foi prontamente recolhido por uma equipe do CEMSA, sob responsabilidade do servidor Sidenei Gabriel Pestana, e transportado pela van da Prefeitura Municipal até um centro veterinário para atendimento de urgência e tratamento. Diante dos fatos e da reincidência comprovada, foi dada voz de prisão ao tutor. Ele foi conduzido sem o uso de algemas à 17ª Subdivisão Policial (SDP) para os procedimentos legais cabíveis. O caso serve como um lembrete contundente sobre a responsabilidade de tutores e a importância de denunciar crimes contra animais.
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