O Papa Francisco faleceu às 7h35 (horário de Roma) desta segunda-feira (21), no Vaticano. O anúncio foi feito pelo Camerlengo Kevin Farrell, da Casa Santa Marta, que declarou: "Às 7h35 desta manhã, o Bispo de Roma, Francisco, retornou à casa do Pai. Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da Igreja". O Cardeal Farrell também relembrou a última aparição pública do Pontífice, na sacada da Basílica de São Pedro, para a mensagem de Páscoa Urbi et Orbi, no domingo (20).
Francisco, nascido Jorge Mario Bergoglio na Argentina, em 1936, foi o primeiro Papa das Américas. Filho de imigrantes italianos, o Pontífice, que assumiu o papado em 2013, enfrentou problemas de saúde nos últimos anos, incluindo dificuldades de locomoção e infecções respiratórias. Em fevereiro deste ano, foi internado para tratar uma bronquite. Apesar dos desafios, manteve uma agenda ativa, demonstrando resiliência e compromisso com seu ministério.
Seu pontificado foi marcado por gestos de humildade, defesa dos pobres e marginalizados, e um forte apelo à paz mundial. Francisco clamou repetidamente por cessar-fogo em conflitos na Europa e no Oriente Médio, defendendo o diálogo e o respeito à soberania das nações.
Em uma decisão histórica, o Papa abriu caminho para a bênção de casais do mesmo sexo, um sinal de abertura da Igreja Católica. Ele também nomeou a freira Simona Brambilla para um gabinete-chave do Vaticano, um marco para a presença feminina na liderança da Igreja.
Em outubro de 2024, Francisco canonizou o padre italiano José Allamano, reconhecendo um milagre na Amazônia brasileira. E em agosto do mesmo ano, alertou sobre a urgência da ação global contra as mudanças climáticas, destacando o impacto nos mais vulneráveis.
Francisco sucedeu o Papa emérito Bento XVI, que renunciou em 2013. Ele presidiu o funeral de Bento XVI em janeiro de 2023, prestando homenagem ao seu antecessor.
A Igreja Católica e o mundo lamentam a perda de um líder que buscou construir pontes e promover a justiça social.
Comentários: