A febre das canetas emagrecedoras, como Ozempic e Mounjaro, popularizadas por influenciadores e celebridades nas redes sociais, tem levado milhares de brasileiros a buscar emagrecimento rápido sem orientação médica adequada. Motivados por promessas de resultados milagrosos, muitos compram essas injeções sem critério, ignorando os perigos à saúde. Diante da demanda desenfreada, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta urgente sobre a venda e o consumo de versões falsificadas desses medicamentos.
Segundo a Anvisa, a comercialização e o uso de canetas emagrecedoras falsificadas configuram crime hediondo no Brasil, com graves riscos à saúde pública. Produtos de origem desconhecida ou manipulados podem conter contaminantes, substâncias ineficazes ou em dosagens erradas, levando a complicações sérias, como falhas no tratamento ou intoxicações. A agência reforça que esses fármacos, à base de semaglutida (Ozempic) ou tirzepatida (Mounjaro), são indicados apenas para diabetes tipo 2 ou obesidade grave, sob prescrição médica rigorosa.
A farmacêutica Natally Rosa, especialista no tema, alerta para os perigos do uso irregular. "Uma pessoa exposta a medicamentos fora das regulamentações enfrenta riscos exacerbados, desde a ausência de resposta ideal até contaminantes perigosos", explica. Ela enfatiza que versões manipuladas ou importadas ilegalmente não passam pelos controles de qualidade exigidos pela Anvisa.
Para identificar produtos autênticos, Rosa lista sinais claros na embalagem:
-
Rótulo em português brasileiro, legível e com todas as informações claras.
-
Bulas de fácil acesso online para comparação.
-
Lote e validade visíveis e válidos.
-
Preços compatíveis com o mercado — valores muito baixos são suspeitos.
-
Venda apenas com receita médica retida pela farmácia.
A profissional destaca que esses medicamentos originais são caros e controlados, vendidos exclusivamente em farmácias autorizadas. Compras em sites duvidosos ou redes sociais aumentam o risco de falsificações. A Anvisa recomenda consultar profissionais de saúde e evitar automedicação, priorizando hábitos saudáveis para perda de peso sustentável.
O alerta chega em momento crítico, com o boom de propagandas enganosas online. Autoridades pedem denúncias de vendas irregulares pelo site da Anvisa ou Disque Saúde (136). Especialistas cobram maior fiscalização e educação para coibir o comércio ilegal.

Comentários: