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Quinta-feira, 16 de Abril de 2026
China aprova primeiro chip cerebral invasivo para uso comercial

Tecnologia & Inovação

China aprova primeiro chip cerebral invasivo para uso comercial

Dispositivo da Neuracle permite que tetraplégicos controlem tarefas diárias de forma autônoma

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Pela primeira vez na história, a China autorizou a venda e o uso comercial de um chip cerebral invasivo, marcando um avanço revolucionário na neurotecnologia. Desenvolvido pela startup Neuracle, o dispositivo chamado NEO já está disponível para pacientes tetraplégicos, permitindo que eles realizem tarefas cotidianas como beber água de maneira independente, inclusive em casa, sem depender de assistentes.

O NEO funciona conectando o cérebro diretamente a sistemas robóticos ou dispositivos externos por meio de uma interface neural. Implantado via cirurgia minimamente invasiva, o chip é posicionado na membrana externa do cérebro — uma abordagem que difere do modelo da Neuralink, de Elon Musk, que penetra no tecido cerebral interno. Essa colocação superficial evita a formação de cicatrizes, reduz riscos de rejeição e aumenta a durabilidade do implante, podendo durar anos sem necessidade de substituição.

Trata-se de um marco: é a primeira aprovação regulatória global para um dispositivo cerebral invasivo sair da fase experimental restrita e entrar no dia a dia de cidadãos comuns. Até agora, tecnologias semelhantes, como as testadas em laboratórios ocidentais, limitavam-se a ensaios clínicos supervisionados. Na China, o NEO passou por rigorosos testes de segurança e eficácia, com resultados que demonstram precisão em comandos mentais para ações motoras.

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O governo chinês vê no NEO uma peça-chave para ambitions maiores. Até 2027, o país planeja integrar esses chips diretamente à sua vasta infraestrutura robótica, criando ecossistemas onde humanos e máquinas se conectam seamlessamente. Isso pode transformar a reabilitação de pacientes com deficiências motoras, expandir aplicações em idosos e até impulsionar setores como manufatura e saúde pública. Especialistas alertam, porém, para desafios éticos, como privacidade de dados neurais e desigualdades de acesso.

A aprovação do NEO posiciona a China na vanguarda da "fusão homem-máquina", competindo com gigantes como Neuralink e abrindo portas para inovações que antes pareciam ficção científica.

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