O deputado estadual Renato Freitas (PT-PR) protagonizou na manhã desta quarta-feira (19) um episódio de conflito físico no centro de Curitiba, mais precisamente na avenida Vicente Machado. Vídeos revelam uma troca intensa de socos e chutes entre o parlamentar e um homem ainda não identificado. Ambos aparecem com ferimentos no rosto, após o confronto que chamou atenção pela violência evidenciada e pelas consequências políticas subsequentes.
Segundo a Polícia Militar do Paraná, o incidente foi inicialmente comunicado por testemunhas, mas ao chegar ao local os agentes policiais não encontraram o deputado nem o outro envolvido. Renato Freitas acusa o agressor de motivação racista e política, alegando ter sido chamado de “vereador do PSOL” de forma pejorativa enquanto era perseguido e provocado ao confronto, culminando em um soco que lhe fraturou o nariz e o levou a receber atendimento hospitalar. A assessoria do parlamentar contextualiza o caso como reflexo do avanço do extremismo direitista e do racismo que alimenta a violência contra políticos de esquerda, especialmente negros.
O episódio reacendeu controvérsias sobre o comportamento do deputado, que carrega um histórico marcado por ações consideradas incompatíveis com o decoro parlamentar, incluindo processos na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) por agressões e incitação a protestos. Um pedido de cassação já foi protocolado pelo vereador Guilherme Kilter (Novo), que acusa Freitas de agressividade e de aplicação de um golpe conhecido como “mata-leão” no adversário. A Alep conta com um Código de Ética e Decoro Parlamentar vigente desde setembro, que prevê sanções que vão desde advertências até a perda do mandato para condutas como agressões físicas.
Parlamentares de outras legendas também se manifestaram criticando o episódio. O deputado Ricardo Arruda (PL) classificou a briga como uma “cena lamentável” e afirmou que o comportamento do petista representa um “quebra de decoro” que envergonha o Paraná, ressaltando a incompatibilidade do ato com a responsabilidade do cargo público.

Comentários: