Brasileiros que dependem de benefícios previdenciários enfrentam uma das maiores filas da história do INSS. No encerramento de 2025, o instituto acumulou 3 milhões de pedidos pendentes, o maior volume em pelo menos 17 anos. Esse número representa um salto de 172% desde o fim do governo Bolsonaro, contrariando promessas de redução feitas pelo presidente Lula.
Para dimensionar o drama, 62,6% desses requerimentos estão atrasados, ou seja, aguardam análise além do prazo legal de 45 dias. Estamos falando de aposentadorias, pensões, auxílios por incapacidade e benefícios essenciais para a sobrevivência de milhões de famílias. A situação afeta especialmente idosos e pessoas com deficiências, em um país que envelhece rapidamente.
Analistas atribuem o inchaço da fila a múltiplos fatores. Primeiro, a demanda explode: entram até 1,3 milhão de novos pedidos por mês, puxados pelo envelhecimento populacional acelerado. Segundo, falta de pessoal: o INSS perdeu cerca de 40% de seus servidores desde 2010, comprometendo a capacidade de análise.
O problema vai além do sofrimento dos segurados. Quando processados, de 40% a 50% desses pedidos se transformam em benefícios pagos, gerando despesas imprevistas. Para 2026, estima-se que esses gastos ultrapassem em R$ 9,5 bilhões o Orçamento já sancionado, pressionando as contas públicas e podendo inflacionar o déficit.
Especialistas cobram medidas urgentes, como contratações e modernização digital, para evitar que a crise se agrave. Sem ações, o INSS arrisca não só quebrar promessas eleitorais, mas também desestabilizar as finanças do país.
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