Em um caso que expõe tensões familiares graves, uma mulher de 48 anos foi acionada pela Polícia Militar (PM) na noite de 15 de janeiro de 2026, em Apucarana, no norte do Paraná, após perturbar a mãe em frente à nova residência dela, no Jardim Figueira. O incidente, registrado como "desinteligência" às 20h, ocorreu na Rua Projetada D e envolveu ameaças veladas por questões financeiras herdadas de um antigo negócio familiar.
A mãe, que preferiu não ser identificada, chamou a PM pelo 190 temerosa pela própria segurança. Segundo o boletim de ocorrência, ela e três filhos eram sócios de uma empresa no passado. O filho em questão se desvinculou dos negócios, mudando-se para outro país onde abriu empreendimentos próprios. Recentemente, endividado, ele tem pressionado a família para saldar suas dívidas pessoais, exigindo uma quantia específica em dinheiro.
A vítima já havia entregado uma soma considerável ao filho, mas ele, insatisfeito com o valor, intensificou as investidas. Temendo violência, a mãe vendeu sua chácara e comprou uma casa nova para se esconder. No entanto, o filho descobriu o novo endereço e apareceu em frente ao portão, perturbando o sossego por alguns minutos. Ele fritou algo em via pública – possivelmente uma manobra para chamar atenção – e insistiu para que ela lhe desse mais dinheiro. Embora não tenha proferido injúrias diretas ou ameaças explícitas nesse momento, a mãe relatou medo de que ele forçasse a entrada no quintal e a agredisse fisicamente.
A guarnição da PM chegou rapidamente ao local, orientou a vítima a buscar medidas protetivas de urgência na Justiça e registrou o boletim para formalizar a desinteligência. O caso destaca os riscos de conflitos familiares envolvendo heranças e finanças, especialmente quando escalam para coação. Autoridades recomendam que vítimas de assédio procurem delegacias especializadas ou o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher para proteção imediata.
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