Um frentista de 20 anos foi ameaçado com um facão por uma cliente em um posto de combustíveis em Curitiba, no Paraná, na tarde da última segunda-feira (12). A confusão começou após o frentista, Lorran Lopes da Costa, pedir para a cliente mudar de bomba, pois a que ela estava estacionada estava com defeito.
Cliente se recusa a mudar de bomba e paga valor menor do que o abastecido
Segundo Lorran, a cliente se recusou a mudar de bomba e, após abastecer o veículo, pagou um valor menor do que o que foi abastecido na loja de conveniência do posto. Ao questionar a diferença, a cliente se exaltou e o ameaçou com um facão.
Imagens de câmera de segurança registram a agressão
Câmeras de segurança do posto registraram o momento da agressão. Nas imagens, é possível ver a mulher pagando o abastecimento e, em seguida, indo até Lorran e dizendo algo para ele. Em seguida, ela vai até o carro e busca o facão.
Ameaças e humilhação
Com o facão em mãos, a mulher passa a ameaçar o frentista e quase encosta a arma branca no pescoço dele. "Ela falou: 'Olha o que eu tenho dentro do meu carro para vagabundo que nem você. Você acha que eu tenho medo de você? Eu faço a sua cabeça rolar pelo chão, eu arranco sua cabeça fora'", relembra o jovem.
Funcionários intervêm e cliente vai embora
Uma funcionária corre para ajudar Lorran, enquanto outros clientes assistem à cena. Um homem sai de dentro da loja de conveniência e tenta encerrar a discussão. Lorran se afasta e a mulher, com o facão em mãos, fala com outros funcionários. Depois, ela entra no veículo e vai embora.
"Não sou lixo, nem vagabundo", diz frentista
O jovem, que trabalha no local há 7 meses, se sentiu humilhado com a agressão. "O que mais me doeu mesmo foram as palavras dela, porque eu não sou lixo, nem vagabundo. Liso eu posso até ser, mas eu pago minhas contas. Às vezes não me sobra nada, para fazer um lanche, fazer alguma coisa, mas a gente está trabalhando honestamente. Ser insultado, ser humilhado, a gente não esquece", disse.
Boletim de Ocorrência registrado
Lorran registrou um Boletim de Ocorrência (B.O) e deseja que a polícia investigue o caso. Até o fechamento desta reportagem, o nome da mulher não havia sido divulgado.
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