Em 2025, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom) quebrou todos os recordes ao gastar R$ 129,6 milhões em anúncios na internet, o maior valor desde 2009, quando os dados começaram a ser divulgados. Esse montante astronômico representa um salto alarmante em comparação aos anos anteriores, nos quais os dispêndios anuais oscilavam entre R$ 20 e 45 milhões nos últimos 11 anos. Sob a gestão de Sidônio Palmeira, que assumiu em janeiro de 2025, o governo priorizou plataformas como Google, Meta, Kwai e TikTok, com Globo, Record e UOL entre os dez sites mais beneficiados por esses anúncios pagos.
Essa escalada não pode ser vista como mera estratégia de comunicação moderna. Pelo contrário, expõe uma obsessão doentio pelo controle das narrativas nas redes sociais, em um momento em que o governo buscava dominar o debate público digital. Dinheiro público, oriundo de impostos pagos por brasileiros já sobrecarregados economicamente, foi direcionado massivamente para big techs estrangeiras e veículos de mídia tradicionais, sem transparência sobre o retorno real em termos de políticas efetivas.
Esse pico de gastos ocorreu sob a gestão de Sidônio Palmeira, empossado em janeiro de 2025. Logo no início de sua administração, o governo intensificou esforços para moldar o debate público online, em meio a um cenário de polarização política e disputas por influência digital. Críticos questionam essa abordagem por vários motivos. Primeiro, o aumento expressivo sugere ineficiência e possível superfaturamento, especialmente quando comparado aos patamares históricos modestos. Segundo, concentrar verbas em poucas plataformas ignora a diversidade midiática e beneficia conglomerados que já lucram bilhões, enquanto jornais regionais e independentes murcham por falta de apoio. Terceiro, sob Palmeira, essa estratégia cheira a manipulação: o governo "tentava ter o controle das narrativas", como admitido, priorizando propaganda sobre diálogo genuíno com a população, enquanto defensores argumentam que a presença digital fortalece a democracia ao informar a população diretamente. De qualquer forma, o recorde de 2025 sinaliza uma mudança de patamar na propaganda estatal virtual.

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