Um homem de 35 anos, com deficiência física e motora que o obriga a usar muletas, foi vítima de agressão grave na tarde de sábado em uma funilaria no Centro da cidade. O caso, registrado pela Polícia Militar (PM) às 16h38, envolveu o próprio pai da vítima e seus dois irmãos, identificados apenas pelas iniciais Sr. W., em um desentendimento de natureza comercial.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi acionada pela Central de Operações para atender a vítima, D.B.G.V., na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Lá, o homem relatou que, durante a discussão no local de trabalho dos agressores, os três passaram a agredi-lo fisicamente. Eles teriam usado uma das muletas da vítima como arma nas batidas. O episódio foi presenciado pela filha dele, de apenas 7 anos, o que agravou o trauma familiar.
Avaliada pela médica plantonista, D.B.G.V. apresentava escoriações no tronco, abdômen e dorso; múltiplos hematomas nos membros superiores e abdômen; uma ferida corto-contusa na região frontal e parietal direita; além de dor intensa à palpação e mobilização do antebraço direito. O diagnóstico apontou Traumatismo Cranioencefálico (TCE) com sinais de alarme, levando à transferência imediata para o Hospital da Providência, em Apucarana, para exames complementares.
Os policiais diligenciaram até a funilaria, na Rua Desembargador Clotário Portugal, mas os autores já haviam fugido. No local, foram identificadas câmeras de vigilância em duas residências vizinhas, que podem ter capturado as agressões ou a saída dos suspeitos. Uma testemunha foi abordada e relatou possuir imagens do ocorrido, sendo qualificada no boletim. O contato telefônico da funilaria, afixado no muro, também foi registrado.
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