Um avanço promissor na área da oftalmologia começa a se concretizar em centros de pesquisa na Europa. O implante eletrônico PRIMA, pequeno e fotovoltaico, foi capaz de restaurar parcialmente a visão de pacientes com cegueira causada pela Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI). Esta doença atinge a mácula, região central da retina responsável pela visão detalhada, e é a principal causa de perda visual em idosos, dificultando atividades como leitura, reconhecimento de rostos e direção.
O PRIMA, com apenas 2 milímetros e a espessura de um fio de cabelo, é implantado sob a retina para substituir as células fotossensíveis destruídas pela DMRI, utilizando as conexões neurais remanescentes. Ele captura a luz por meio de óculos especiais que projetam imagens em luz infravermelha no dispositivo, estimulando os neurônios da retina e recuperando a percepção visual.
Um estudo divulgado no New England Journal of Medicine acompanhou 38 pacientes. Após um ano do implante, 80% apresentaram melhora clínica significativa, voltando a enxergar letras e palavras, sinalizando um futuro promissor para o tratamento da cegueira causada pela DMRI.
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