Uma situação inusitada de perturbação do trabalho e sossego alheio agitou uma loja no Centro de Ivaiporã, na Rua Professora Diva Proença, na manhã de sábado (14). A equipe da Polícia Militar foi acionada para conter o tumulto causado por uma mulher que entrou no estabelecimento.
Ao chegar ao local, os policiais fizeram contato com o solicitante, proprietário ou gerente da loja, que relatou o ocorrido. Segundo ele, a mulher entrou na loja e deixou uma sacola com algumas peças de roupa e um valor em dinheiro no chão, enquanto ia escolher outras peças. Posteriormente, uma cliente, percebendo a sacola abandonada, a entregou no caixa. O solicitante, então, perguntou em voz alta de quem era a sacola para devolvê-la.
Nesse momento, a mulher se manifestou, afirmando que a sacola era dela e que haviam roubado seu dinheiro e suas roupas. O solicitante tentou acalmá-la, mas a autora da confusão elevou o tom, acusando-o de estar fazendo aquilo com ela "por conta da cor da sua pele", levantando a grave suspeita de racismo.
A polícia ressalta, contudo, que as peças de roupas e o dinheiro da mulher estavam intactos na sacola, sem faltar absolutamente nada. No momento da chegada da equipe, a mulher reiterou a acusação, dizendo que foi chamada de "nega". No entanto, testemunhas presentes no local informaram à polícia que a acusação não procedia, e a própria mulher, confrontada, posteriormente admitiu que não era verdade.
Questionado sobre o interesse em representar criminalmente pela perturbação, o solicitante informou que não desejava, querendo apenas o registro do boletim de ocorrência. A equipe orientou as partes sobre os procedimentos cabíveis e confeccionou o boletim. As duas mulheres que serviram como testemunhas reforçaram à polícia que a autora causou toda a perturbação sem qualquer motivo aparente.
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