O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, segundo homem mais poderoso do chavismo após Nicolás Maduro, divulgou um vídeo na madrugada deste sábado (3) pedindo calma ao povo. Cercado por militares armados, ele reagiu ao suposto ataque aéreo dos Estados Unidos, que teria incluído bombardeios em áreas civis e o sequestro do presidente Maduro por forças americanas.
"Apelamos à calma entre o nosso povo. Confiem na liderança do alto comando político e militar", disse Cabello. Ele classificou o episódio como "ataque covarde" de um "inimigo invasor e terrorista", acusando os EUA de mirar prédios habitados e matar civis. "Aqui temos um povo organizado, que sabe o que fazer. O país está completamente calmo", afirmou, admitindo que o governo Trump obteve uma "vitória parcial" com mísseis e bombas, mas sem provocar revoltas.
A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu dos EUA prova de vida de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Cabello cobrou reação internacional: "Organismos globais, reconhecerão sua cumplicidade?".
Contexto do Ataque
O bombardeio marca uma intervenção direta dos EUA na América Latina, a primeira desde 1989, quando tropas americanas invadiram o Panamá e prenderam Manuel Noriega por narcotráfico. Washington acusa Maduro de chefiar o cartel "Cartel dos Sóis", sem provas concretas – tese questionada por especialistas em tráfico de drogas. O governo Trump oferecia US$ 50 milhões por sua captura.
Críticos veem a ação como jogada geopolítica para isolar a Venezuela de aliados como China e Rússia, e dominar suas gigantescas reservas de petróleo, as maiores do mundo.

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