As novas pesquisas eleitorais revelam um cenário de disputa acirrada pela Presidência da República, semelhante ao final de um Campeonato Brasileiro, onde Lula e Flávio Bolsonaro brigam ponto a ponto pela liderança. A pesquisa Quaest, divulgada ontem, mostra Lula ainda à frente, mas com a diferença para Flávio encolhendo de 16 para apenas 5 pontos em seis meses. O curioso é que ambos enfrentam rejeição majoritária: 54% dos entrevistados rejeitam Lula, enquanto 55% se opõem a Flávio. Isso significa que, se a eleição fosse hoje, o vencedor seria alguém indesejado por mais da metade do eleitorado.
A missão imediata dos dois é reduzir essa rejeição. Lula amplia alianças estaduais, com o PT se aproximando de PP e União Brasil. O presidente também será homenageado na Sapucaí, no Rio de Janeiro, neste fim de semana, em desfile de escolas de samba que recebem patrocínio federal — movimento criticado pela oposição como uso indevido de recursos públicos.

Flávio Bolsonaro, por sua vez, foca no mercado financeiro. Ontem, ele participou de evento no BTG Pactual, e o PL articula a entrada de Paulo Guedes, ex-ministro da Economia, como "Posto Ipiranga" da campanha, referência ao guru econômico de Jair Bolsonaro.
Enquanto o Brasil se prepara para o Carnaval, com blocos e viagens, os candidatos entram em ritmo eleitoral diferente, buscando consolidar bases e minimizar desgastes. O cenário competitivo sugere que a corrida pelo Palácio do Planalto em 2026 será definida por detalhes, em um país polarizado.
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