A expectativa para 2026 é de aumento no preço da carne bovina no Brasil, estimado em torno de 10%. Esse movimento está diretamente ligado ao ciclo pecuário, que regula a criação, reprodução e abate dos bois, afetando a oferta disponível no mercado. Entre 2022 e 2024, houve queda no preço do boi, o que levou muitos pecuaristas a aumentar o abate de fêmeas, incluindo matrizes responsáveis pela reprodução do rebanho. Essa decisão elevou significativamente a oferta de carne, favorecendo as exportações brasileiras, que atingiram recordes históricos.
Com a carne nacional até 22% mais barata do que a de concorrentes como Estados Unidos e Austrália, o Brasil deve fechar 2025 exportando mais de 30% da produção, o maior índice já registrado, com cerca de 3,2 milhões de toneladas. No entanto, para recuperar o rebanho, os produtores estão retendo as fêmeas, reduzindo o número de bois disponíveis para abate no curto prazo.
Esse menor volume de oferta, aliado à demanda constante no mercado externo, tende a pressionar os preços para cima em 2026. Outro fator que pode colaborar para o aumento do valor é o cenário eleitoral, quando o consumo interno geralmente cresce, impulsionado ainda pela possível isenção do Imposto de Renda, que deve ampliar o poder de compra da população e aumentar a procura pela carne. Como resultado, os consumidores precisam preparar o bolso para enfrentar um cenário de carne mais cara no próximo ano.

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