O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), manifestou apoio explícito à operação militar dos Estados Unidos na Venezuela, deflagrada neste sábado (3). Em postagem nas redes sociais, ele parabenizou o presidente norte-americano Donald Trump pela ação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa. Ratinho descreveu o episódio como uma "brilhante decisão de libertar o povo da Venezuela", oprimido há décadas por "tiranos antidemocráticos". Ele finalizou a mensagem com exclamações de exaltação: "Viva a liberdade! Viva a democracia! Viva a Venezuela!".
A operação foi confirmada pelo próprio Trump em sua rede social Truth Social. O republicano anunciou que forças norte-americanas realizaram "com sucesso um ataque em grande escala", retirando Maduro do país. Trump agendou uma coletiva de imprensa para o início da tarde em seu resort Mar-a-Lago, na Flórida, onde detalhará a ação conjunta com polícias locais.
A manifestação de Ratinho Junior contrasta fortemente com a posição do governo federal brasileiro. Horas antes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou veementemente a incursão, chamando-a de "afronta gravíssima" à soberania venezuelana e violação "inaceitável" do direito internacional. Lula alertou para o "precedente extremamente perigoso" criado pela ação unilateral de Washington, comparando-a aos "piores momentos da interferência na política da América Latina".
A repercussão na região foi imediata e tensa. A vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, admitiu desconhecer o paradeiro de Maduro e cobrou "prova de vida". Em resposta, o governo de Caracas ordenou o fechamento da fronteira com o Brasil na passagem de Pacaraima, em Roraima – principal via terrestre entre os países. Isso eleva a tensão na zona fronteiriça, com impactos potenciais no comércio e na mobilidade de pessoas.
A divergência entre Ratinho Junior e Lula evidencia divisões políticas no Brasil diante de crises regionais. Enquanto o governador paranaense vê a operação como ato de libertação, o Planalto prioriza a defesa da soberania e do multilateralismo.

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