O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, utilizou a tribuna da Assembleia Geral das Nações Unidas neste sábado para enviar um duro recado à Otan e à União Europeia, alertando que "qualquer agressão" contra a Rússia "será recebida com uma resposta decisiva".
O alerta ocorre em um momento de escalada das tensões no flanco leste da Otan, impulsionado pelo avanço russo na Ucrânia. Recentemente, a Estônia acusou Moscou de enviar três caças a seu espaço aéreo, e a Otan confirmou ter abateu drones russos em território polonês.
Lavrov rebateu as acusações de que a Rússia estaria "planejando um ataque" à Aliança Atlântica e à UE, classificando-as como "provocações" que o presidente Vladimir Putin já desmentiu.
A retórica russa veio dias após o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiar publicamente a ideia de abater jatos russos que violassem o espaço aéreo da Otan, chamando o desempenho militar da Rússia na Ucrânia de "tigre de papel". Os Estados Unidos também reiteraram ao Conselho de Segurança da ONU que "defenderiam cada centímetro do território da Otan".
O Chanceler russo disse estar alarmado com declarações de políticos da Otan e da UE sobre uma iminente Terceira Guerra Mundial como um "cenário provável". Segundo Lavrov, tais episódios minam os esforços para encontrar um equilíbrio de interesses internacionais.
Lavrov se encontrou com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na última quarta-feira, à margem da reunião da ONU.

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