A política francesa vive um momento de tensão e negociação. O partido socialista anunciou que só irá apoiar o novo primeiro-ministro caso o orçamento de 2026 inclua uma taxação extra sobre grandes fortunas, a chamada "taxa Zucman". A medida, que já foi aprovada na Câmara e rejeitada no Senado, propõe um imposto anual de 2% para indivíduos com patrimônio acima de € 100 milhões.
A iniciativa afetaria cerca de 1.800 famílias, o que corresponde a apenas 0,01% dos contribuintes franceses, e poderia injetar nos cofres públicos até € 20 bilhões anuais. O valor é significativo para a França, que enfrenta o maior déficit da zona do euro e uma dívida pública de 114%, mas traz à tona um debate já antigo no país.
Em 2012, uma proposta similar foi implementada e resultou em um êxodo de milionários, que transferiram suas fortunas para outras nações. A situação atual coloca o governo em um dilema: encontrar uma solução para a crise fiscal sem afugentar o capital e a elite econômica.
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