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Quarta-feira, 22 de Abril de 2026
STF torna ré servidora que hostilizou Flávio Dino em voo

Política

STF torna ré servidora que hostilizou Flávio Dino em voo

Primeira Turma aceita denúncia por unanimidade em caso ligado a inquéritos das fake news

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Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou denúncia contra a servidora pública Maria Shirlei Piontkievicz, tornando-a ré por hostilizar verbalmente o ministro Flávio Dino durante um voo de São Luís para Brasília, em dezembro de 2025. A decisão, proferida sob sigilo, teve seu acórdão publicado no Diário de Justiça na sexta-feira (16). Dino, impedido de votar por ser parte no processo, não participou da votação, que contou com os votos favoráveis de Cristiano Zanin (presidente da Turma), Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

Segundo relato do ministro, Maria Shirlei embarcou gritando ofensas ao reconhecê-lo a bordo. Ela proferiu frases como "não respeito essa espécie de gente" e "o avião está contaminado", além de alertar "o Dino está aqui", em tentativa de incitar rebelião entre os passageiros. A conduta só parou após advertência da chefe de cabine. Antes da decolagem, a Polícia Federal (PF) a abordou, indiciou-a por injúria, incitação ao crime e atentado contra a segurança de transporte aéreo, e enviou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR), que formalizou a denúncia.

A Turma elogiou a peça acusatória por sua clareza, qualificando-a como "coerente na exposição dos fatos criminosos", com detalhes sobre a acusada, classificação dos crimes e testemunhas, garantindo o pleno exercício da defesa. O caso tramita sob relatoria de Alexandre de Moraes, vinculado aos inquéritos das fake news e das milícias digitais, abertos em 2019 pelo então presidente Dias Toffoli sem sorteio de relator.

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Esses inquéritos, iniciados de ofício para apurar ataques a ministros, enfrentaram críticas iniciais da PGR sob Raquel Dodge, que pediu arquivamento por irregularidades, como a exclusividade do Ministério Público em abrir investigações. O STF rejeitou o pedido, e com a gestão de Augusto Aras e Paulo Gonet, a PGR passou a endossar sua regularidade. As apurações acumulam prorrogações, múltiplas linhas investigativas e dezenas de alvos, gerando controvérsias entre juristas sobre a duração indefinida, falta de objeto claro e o papel de ministros como vítimas e julgadores.

A defesa de Maria Shirlei não se manifestou no acórdão, e a Agência Brasil busca contato para posicionamento.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Luiz Silveira/STF
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