Um gravíssimo caso de Estupro de Vulnerável e Ameaça chocou a comunidade rural de Bom Sucesso na noite de quinta-feira, 25 de setembro de 2025. A equipe policial foi acionada para atender à ocorrência em um sítio, envolvendo três menores de 12 anos e um casal residente no local.
A solicitante, mãe de uma das meninas de 12 anos, relatou que havia deixado a filha e outras duas menores também de 12 anos para pernoite na residência de uma conhecida. Por volta das 21h, recebeu uma ligação da filha informando que o amásio da proprietária da casa, de 28 anos, estava ameaçando a dona da casa com um canivete.
Ao chegar ao sítio, o cenário era de tensão. As menores relataram que o homem as ameaçou verbalmente, com falas chocantes, dizendo que "iria fazer amor com elas" e que "mulher quando não quer cozinhar faz sexo". A situação só não evoluiu para o ato em si porque a filha da proprietária da casa, interveio. Neste momento, o homem portando um canivete, passou a ameaçar a proprietária da casa e, em seguida, evadiu-se do local, não sendo mais encontrado pela equipe policial.
O atendimento à proprietária da casa, a mulher do agressor gerou contradição. Embora ela confirmasse ter sido ameaçada com a arma branca pelo agressor, ela negou as acusações feitas pelas menores contra o amásio, chegando a defendê-lo e alegando que as crianças estavam vestidas de forma íntima (calcinha, shortinho e sutiã). A proprietária recusou o pernoite em local seguro oferecido pela polícia e manifestou não desejar o registro dos fatos em relação ao amásio, permanecendo no sítio com seu filho de 1 ano, apesar do risco.
Diante da natureza gravíssima do relato das menores (potencial estupro de vulnerável e ameaça com arma branca) e da situação de risco, a equipe policial prestou apoio à mãe da primeira vítima, auxiliando-a a comunicar as mães das outras menores. As responsáveis pelas vítimas foram orientadas quanto às medidas legais subsequentes na Delegacia de Polícia Civil, essencialmente o registro formal da denúncia de estupro de vulnerável, que é um crime de ação penal pública incondicionada, o que significa que independe da vontade da vítima ou de seus responsáveis para ser investigado e processado.
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