As taxas de obesidade dispararam nos últimos 30 anos, tornando-se uma epidemia global com graves consequencias para a saúde pública. Um novo relatório publicado nesta sexta-feira (01/03) pela revista The Lancet revela que o número de pessoas com obesidade mais que dobrou entre os adultos e quadruplicou entre crianças e adolescentes desde 1990.
Em 2022, 879 milhões de adultos viviam com obesidade, em comparação com 195 milhões em 1990. As mulheres foram as mais afetadas, com as taxas de obesidade mais que dobrando nesse período. Já para os homens, o aumento foi de quase três vezes.
Crianças e adolescentes também não escaparam da epidemia. Em 2022, 159 milhões de jovens entre 5 e 19 anos estavam obesos, um aumento significativo em relação aos 31 milhões registrados em 1990.
No Brasil, a situação também é preocupante. O país ocupa o 54º lugar no ranking geral de obesidade em crianças e adolescentes. Em 1990, a taxa era de 3% para ambos os sexos. Em 2022, esse número subiu para 14% nas meninas e 17% nos meninos.
Especialistas alertam para os perigos da obesidade, que está associada a diversas doenças crônicas como diabetes tipo 2, doenças cardíacas, derrames e alguns tipos de câncer. A OMS estima que a obesidade cause 4,7 milhões de mortes por ano.
Combater a epidemia de obesidade exige medidas urgentes por parte dos governos, da indústria alimentícia e da sociedade civil. É necessário investir em políticas públicas que promovam a alimentação saudável e a atividade física, além de regulamentar a publicidade de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas.
Ações individuais também são importantes. Adotar uma dieta equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e manter um peso saudável são medidas essenciais para prevenir a obesidade e suas consequencias.
O combate à obesidade é um desafio global que exige um esforço conjunto de todos os setores da sociedade. Através de medidas abrangentes e ações individuais, podemos reverter essa epidemia e construir um futuro mais saudável para todos.
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