A figura do criador digital deixou de ser um mero passatempo ou um sinônimo pejorativo de "influencer de Instagram" para se consolidar como uma força econômica pujante, capaz de gerar empregos e movimentar trilhões. Um novo relatório revela a magnitude dessa transformação, mostrando que a internet, de fato, se tornou um ambiente de trabalho formal para milhões.
Nos Estados Unidos, o número de pessoas com empregos equivalentes em tempo integral na chamada creator economy experimentou um salto impressionante, passando de 200 mil em 2020 para expressivos 1,5 milhão em 2024. Esse crescimento de 7,5 vezes, ou 750%, em apenas quatro anos, sublinha a rápida profissionalização do setor.
Atualmente, essa economia criativa já responde por 30% dos novos postos de trabalho digitais criados nos EUA desde 2020 e impulsiona um segmento que movimenta surpreendentes US$ 4,9 trilhões, o que representa 18% do Produto Interno Bruto (PIB) americano.
Plataformas como YouTube, TikTok, Instagram, Twitch e Substack são palcos desse fenômeno. O boom é potencializado por uma série de fatores, incluindo a migração significativa de verbas publicitárias antes destinadas à mídia tradicional, a popularização de ferramentas de criação e edição acessíveis, como o CapCut, e o avanço da inteligência artificial generativa, além do desenvolvimento e crescimento de modelos de monetização e negócios próprios por parte dos criadores.
No Brasil, a tendência segue em ritmo acelerado. O país ostenta a segunda posição no ranking mundial de tempo gasto em redes sociais, um terreno fértil para o crescimento da creator economy. O número de influenciadores digitais em território nacional expandiu 67% em apenas um ano, saltando de 1,2 milhão para 2 milhões entre março de 2024 e março de 2025, refletindo a profissionalização e a crescente relevância desse mercado também em terras brasileiras.
Tribuna Digital