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Sexta-feira, 17 de Abril de 2026
BRICS no Rio: Declaração final reforça multilateralismo e levanta questionamentos

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BRICS no Rio: Declaração final reforça multilateralismo e levanta questionamentos

Cúpula de 2025 aborda temas cruciais e expõe tensões internas e externas do bloco

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No último domingo, o Rio de Janeiro sediou o encontro mais importante do BRICS em 2025, reunindo líderes e representantes dos 11 países que compõem o bloco, hoje considerado por especialistas um contraponto ao Ocidente liderado pelos Estados Unidos. A cúpula culminou na Declaração Final, um documento que abordou temas sensíveis e de grande relevância geopolítica.

A mensagem divulgada pelo grupo expressou condenação aos recentes ataques contra Irã e Rússia, ambos membros do BRICS. Além disso, a declaração defendeu uma reforma ampla da Organização das Nações Unidas (ONU) e reiterou o apoio à criação de um Estado palestino com base nas fronteiras de 1967. O texto também enfatizou o reforço ao multilateralismo e a maior representação do Sul Global, bem como o compromisso com o uso de moedas locais nas transações entre os membros e a defesa do direito dos países de regulamentarem as BIG TECHs. Embora nenhum país tenha sido citado nominalmente, as críticas implícitas foram direcionadas a Estados Unidos, Israel e Ucrânia. A resposta veio rapidamente de Donald Trump, que anunciou tarifas adicionais de 10% para "qualquer país que se alinhar às políticas do BRICS".

Apesar do tom de união da declaração, o encontro não esteve imune a ruídos. As ausências de Xi Jinping e Vladimir Putin enfraqueceram significativamente o peso simbólico da cúpula, marcando a primeira vez em uma década que o líder chinês deixou de participar de um encontro do bloco. Outro ponto de atrito foi a exclusão do apoio à entrada de Brasil, Índia e África do Sul no Conselho de Segurança da ONU na nova declaração, um ponto que havia sido incluído em cúpulas anteriores.

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Fora das salas de negociação, um protesto na Praia de Ipanema chamou a atenção. A ONG StandWithUs criticou veementemente a presença do Irã no BRICS, destacando a repressão às minorias no país do Oriente Médio. Faixas com os dizeres "O Irã mata gays em praça pública" foram espalhadas pela praia carioca, evidenciando as complexas dinâmicas e desafios que o bloco enfrenta, tanto internamente quanto em sua projeção externa.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Folhapress
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