Em uma ação rápida da Polícia Militar, um caso grave de maus-tratos a animais foi registrado na tarde de 21 de janeiro de 2026, em São Pedro do Ivaí, no Paraná. Por volta das 14h50, a equipe foi acionada via Central de Operações para verificar denúncias de abandono de três cães na Rua Maria Thereza, no Centro da cidade. Ao chegar ao local, os policiais encontraram o portão da residência trancado, mas puderam observar imediatamente a triste realidade: um dos cães já estava morto, em avançado estado de decomposição, enquanto os outros dois exibiam sinais alarmantes de desnutrição extrema.
Os animais vivos apresentavam condições deploráveis. Um deles sofria de infecção ocular grave, com secreção purulenta nos olhos, e um ferimento aberto na região do pescoço. Dentro do quintal, após o proprietário ser localizado e comparecer, os policiais confirmaram a ausência total de água e alimento para os cães. A situação configurava nítido crime de maus-tratos, previsto na legislação brasileira que protege cães e gatos de abandonos e negligências como essa.
Diante do quadro, a PM contatou imediatamente a veterinária municipal, Sra. A. B., e a Vigilância Sanitária. O proprietário, identificado como E. C. S., de 53 anos, foi localizado e levado ao local. Após a verificação, ele foi conduzido à Delegacia de Polícia de Jandaia do Sul para prestar esclarecimentos. Os dois cães sobreviventes foram resgatados e ficaram sob os cuidados da Vigilância Sanitária, que elaborou um laudo médico-veterinário detalhado. O documento, anexado ao boletim de ocorrência, descreve com precisão o estado de sofrimento dos animais e servirá de base para as investigações policiais.
O caso reacende o debate sobre a responsabilidade dos tutores de animais domésticos no Brasil. Maus-tratos como esse não só violam a Lei Federal 9.605/1998, que tipifica o crime com penas de detenção e multa, mas também expõem a vulnerabilidade de cães e gatos abandonados. Em São Pedro do Ivaí, pequena cidade do sudoeste paranaense, incidentes semelhantes têm aumentado, segundo dados locais de ONGs de proteção animal. Autoridades reforçam a importância de denúncias anônimas via 190 para coibir essas práticas.
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