Na tarde desta terça-feira (18), a Câmara Municipal de Mauá da Serra votou pela cassação do mandato do Frantiesco Carneiro Gomes. A decisão foi tomada por 7 votos a favor e 1 contra, este último do próprio parlamentar, que nega as acusações e afirma ser vítima de perseguição política. A votação nominal ocorreu após análise de uma denúncia que apontava comportamentos abusivos, perseguição a servidores e assédio moral a funcionários.
A denúncia foi protocolada no dia 17 de abril por dois moradores da cidade, Jorge Ramon da Silva Montagnini e Hélio Custódio, com o pedido de cassação por quebra de decoro parlamentar. O documento detalhava perseguições políticas, exoneração de três funcionários por motivação alegadamente política e constrangimentos a uma advogada contratada pela Câmara. Relatava ainda um clima de medo criado entre os servidores e atitudes autoritárias do presidente, que teria negado participação em treinamentos e se comportado como “proprietário da Casa”.
Frantiesco alegou que, ao assumir a presidência da câmara, decidiu por medidas administrativas impopulares entre parte dos vereadores, sendo a maioria deles de oposição, apesar de sua base estar ligada ao prefeito Giva Lopes. Ele reiterou ter agido dentro da prerrogativa da presidência em relação às exonerações e negou qualquer abuso de autoridade.
Com a cassação, a Câmara deverá seguir os trâmites legais para a posse do suplente, enquanto o vereador cassado pretende recorrer à Justiça para tentar manter seu mandato.

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