Em Bom Sucesso, no Paraná, dois caminhões Mercedes-Benz sofreram danos idênticos em menos de dez minutos, no dia 11 de janeiro de 2026. Os incidentes, registrados pela polícia militar, envolvem o corte de cabos elétricos e remoção de componentes do sistema de ignição e alimentação de Arla (Agente Redutor de Óxidos de Nitrogênio), essencial para o funcionamento de veículos pesados. Especialistas apontam possível ação coordenada, levantando suspeitas de vandalismo ou sabotagem.
O primeiro caso ocorreu na Rua Alderico Nunes da Costa, no Centro. O proprietário estacionou seu Mercedes Atego 3030 na frente da residência na noite anterior. Pela manhã, descobriu o corte do chicote elétrico do sistema Arla. Um fio elétrico foi danificado, conforme boletim de ocorrência lavrado às 14h57. "Estacionei tudo certinho e voltei para ver isso. Foi um prejuízo danado", relatou o solicitante ao destacamento policial, que orientou as medidas cabíveis.
Minutos depois, às 15h02, outro registro agitou o Destacamento de Polícia Militar (DPM). Na Rua Alzira Rozendo, também no Centro, um Mercedes Accelo 815 teve a bomba de Arla furtada e cabos cortados. O motorista notou vazamento pela manhã, após deixar o veículo na tarde de sábado. Um mecânico da empresa confirmou a ausência do acessório veicular. Acionada via 190, a PM confeccionou o BOU por furto qualificado e prestou orientações à vítima.
Os casos semelhantes chamam atenção pela proximidade temporal e geográfica. Ambos os caminhões, de modelos comuns em frotas de transporte, tiveram o sistema Arla comprometido – tecnologia obrigatória desde 2012 para reduzir emissões poluentes em motores diesel. Prejuízos incluem reparos caros, com peças importadas, e paralisação das operações. A polícia investiga possíveis conexões, como grupos rivais ou protestos contra normas ambientais, mas não descarta vandalismo aleatório.
Transportadores locais expressam preocupação. "Isso pode ser um alerta para a categoria. Quem mexe no Arla quer parar o caminhão na hora", comentou um profissional ouvido pela reportagem. Autoridades recomendam vigilância redobrada em estacionamentos e uso de câmeras. Até o momento, não há suspeitos identificados, e as investigações prosseguem.
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