Em Borrazópolis, no norte do Paraná, um caso clássico de estelionato movimentou o destacamento policial na tarde de 29 de abril de 2026. Por volta das 11h06, uma vítima registrou boletim de ocorrência na Avenida Brasil, no centro da cidade, após cair em uma armadilha bem orquestrada envolvendo transferências bancárias falsas. O golpe, conhecido como "transferência fantasma" ou "golpe do Pix antecipado", explora a confiança entre conhecidos e a pressa das transações digitais.
Tudo começou no dia anterior, quando um conhecido da vítima, que trabalha com móveis planejados, pediu um favor aparentemente inocente. Ele alegou não ter conta no banco do suposto cliente e solicitou que a vítima recebesse o pagamento em sua própria conta. Confiante na relação de amizade, ela forneceu os dados bancários sem hesitar. Minutos depois, o "comprador" informou que havia transferido um valor muito superior ao acordado – uma quantia exorbitante que aparecia apenas como "lançamento futuro" no extrato, sem disponibilidade imediata para saque.
Aproveitando a confusão, o golpista ligou novamente, pedindo a devolução da "diferença" para corrigir o suposto erro. Não satisfeito, ele ainda solicitou uma transferência adicional, menor, para cobrir o frete dos móveis, justificando a falta de saldo pelo problema anterior. Desesperado para fechar o negócio, o conhecido da vítima pegou dinheiro emprestado e enviou via Pix para a conta indicada pelo fraudador. Logo após a confirmação da transação, o contato sumiu. O valor "fantasma" nunca se materializou, e a família percebeu o engano: tratava-se de uma fraude comum, onde os estelionatários usam apps de bancos para simular lançamentos que nunca se concretizam.
Tribuna Digital
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