Em Apucarana, no norte do Paraná, a Polícia Militar registrou na noite de 29 de abril de 2026 uma ocorrência grave de violência doméstica na Rua Natividade, 488, no Centro. Por volta das 20h47, a equipe foi acionada via COPOM e chegou à residência onde a vítima, Sra. D. M. S., estava com o agressor, C. L. C., de 42 anos. A filha da vítima, M. E., abriu o portão e autorizou a entrada dos policiais, informando que o suspeito estava no quarto com a mãe.
Ao localizar o casal na cama, os PMs deram voz de abordagem, ordenando que C. L. C. se levantasse e colocasse as mãos na cabeça. Em vez de obedecer, o homem abraçou a vítima como escudo humano e, em seguida, avançou de forma abrupta contra o sargento S., criando risco iminente à integridade física de todos os presentes. Diante da agitação do agressor, a equipe empregou arma de incapacitação neuromuscular (Taser), com três disparos: um atingiu a parede e dois acertaram o suspeito, neutralizando a ameaça sem lesões graves ou danos colaterais.
Algemado, C. L. C. foi informado de seus direitos constitucionais e preso em flagrante por violência doméstica contra a mulher. A vítima relatou possuir medida protetiva contra ele, mas evitava acionar a polícia por medo de represálias. Ela descreveu ameaças constantes de morte contra si e familiares, além de ofensas como "vagabunda", "biscate" e "fedida", inclusive durante relações íntimas. A filha, Sra. F. A. S. S., que visitava a mãe, confirmou o uso de crack pelo agressor no banheiro da casa – onde havia uma criança de 3 anos –, e narrou ofensas racistas e sexistas, como "macaca" e "vagabunda". Ao tentar intervir e ameaçar chamar a polícia, F. também foi ameaçada de morte: "Te mato antes de chegar no portão".
Durante o deslocamento à UPA para remoção dos dardos do Taser, o preso continuou ameaçando os policiais, dizendo que compraria uma arma de fogo para confrontá-los. Após atendimento médico, ele foi levado à 17ª Subdivisão Policial (SDP) para as providências cabíveis. A vítima recusou ir à delegacia por temor de retaliações caso o agressor fosse solto.
Tribuna Digital
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