Em Apucarana, no norte do Paraná, a Polícia Militar realizou na manhã de 29 de abril de 2026 dois resgates de cães vítimas de maus-tratos, após denúncias anônimas via 190. O primeiro caso ocorreu por volta das 7h16 na Rua Carlos Zanon, 89, no Loteamento Jardim Colonial. Ao chegar ao local, os policiais encontraram uma casa aparentemente abandonada, com um cão de grande porte em estado crítico: sem comida, sem água, extremamente magro e com uma ferida grave no lado esquerdo do quadril.
A equipe acionou o Centro Municipal de Saúde Animal (CEMSA), que enviou veterinário R. C. L., superintendente de vigilância em saúde L. S. S., auxiliar de resgate R. M. e agente comunitária A. K. R. Com apoio policial, romperam o cadeado do portão e resgataram o animal, que foi levado imediatamente a uma clínica veterinária para tratamento e avaliação. Não foi possível identificar o proprietário do imóvel, e o boletim de ocorrência foi encaminhado à 17ª Subdivisão Policial (SDP) para medidas administrativas e penais cabíveis.
Enquanto isso, o CEMSA solicitou apoio para outro resgate na Rua Fausto Pio de Miranda. Lá, os agentes constataram um cão abandonado, sem água, comida ou abrigo adequado, exposto a condições climáticas adversas como sol intenso, chuvas e baixas temperaturas. O local estava insalubre e inadequado. O proprietário, N. F. S. C., de 33 anos, chegou durante a verificação e explicou que estava de mudança, construindo um espaço melhor para o animal na nova residência.
A equipe do canil fez uma avaliação inicial e orientou o homem a realizar testes clínicos no pet e apresentá-los no CEMSA, além de limpar imediatamente o ambiente. Como não foi possível determinar há quanto tempo o animal estava nessas condições, não houve resgate imediato, mas monitoramento foi recomendado.
Os casos destacam a importância de denúncias anônimas para combater maus-tratos a animais. O CEMSA reforça que situações como essas configuram crime ambiental, previsto na Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), com penas de detenção e multa. Autoridades pedem que a população continue vigilante e reporte irregularidades.
Tribuna Digital
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