Em Apucarana, no norte do Paraná, uma idosa de iniciais F.A.V. viveu momentos de terror na noite de 16 de fevereiro de 2026. Por volta das 21h04, a Polícia Militar foi acionada para uma ocorrência de ameaça contra mulher, enquadrada como violência doméstica e familiar, na Avenida Rafael Sorpile, no Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti. A vítima, residente no local, denunciou ter sido ameaçada de morte por seu próprio filho, M.V., e pelo neto, M.H.V.M., em um episódio que envolveu um facão e uma disputa pelo imóvel onde moram.
Segundo o relato da idosa à equipe policial, o neto, que a ameaça constantemente com palavras de morte, pegou um facão sem cabo e a intimidou após ela pedir que ele cuidasse dos galos, alimentando-os com milho. O incidente escalou quando o filho entrou em cena: ele chutou a geladeira da casa e ordenou que a mãe saísse do imóvel para nunca mais voltar. M.V. afirmou querer morar ali com o neto e chegou a proferir que, se ela não obedecesse, a mataria para tomar a chácara. Após as agressões verbais e físicas contra objetos, ambos fugiram do local, mas prometeram retornar.
A PM registrou a ocorrência no endereço, orientou a vítima sobre seus direitos e a instruiu a chamar reforços imediatamente caso os agressores voltem. Em seguida, encaminhou o caso à Delegacia de Polícia Civil para investigações e medidas cabíveis, como possível prisão preventiva ou medidas protetivas de urgência pela Lei Maria da Penha, aplicável a casos de violência familiar contra mulheres.
Casos como esse destacam a vulnerabilidade de idosos em disputas familiares por bens, especialmente em áreas rurais ou periféricas como o Núcleo Habitacional Dom Romeu Alberti. A idosa, abalada, demonstrou coragem ao acionar as autoridades, evitando que a situação se agravasse.
A operação policial encerrou sem prisões no momento, mas o boletim de ocorrência foi lavrado para agilizar providências judiciais. F.A.V. foi apoiada com orientações sobre redes de proteção, como o Disque 180 e centros de referência à mulher.
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