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Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2026
Lula enfrenta dilema geopolítico com convite de Trump para Conselho de Paz em Gaza

Política

Lula enfrenta dilema geopolítico com convite de Trump para Conselho de Paz em Gaza

Presidente brasileiro avalia participação em iniciativa dos EUA, sob tensão com Israel e defesa da ONU

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está diante de um dilema político delicado após receber convite direto de Donald Trump para integrar o "Conselho de Paz", grupo que supervisionará a reconstrução da Faixa de Gaza sob liderança americana. A carta chegou à Embaixada brasileira em Washington na sexta-feira (16), exigindo que Lula pondere impactos diplomáticos nos próximos dias, antes de qualquer resposta oficial do governo.

A iniciativa, anunciada por Trump no mesmo dia, forma o "Conselho Executivo Fundador" com figuras como o secretário de Estado Marco Rubio, o enviado Steve Witkoff, o genro de Trump Jared Kushner e o ex-premier britânico Tony Blair. A Casa Branca também revelou um comitê de tecnocratas palestinos para governar Gaza, em acordo mediado pelos EUA, aliados históricos de Israel.

Para Lula, o cálculo é complexo. Desde o início da guerra entre Israel e Hamas, em outubro de 2023, ele critica duramente a ofensiva israelense em Gaza, chamando-a de "genocídio" em discursos na ONU e defendendo um Estado palestino. Essa postura gerou atrito: em fevereiro de 2024, Israel declarou Lula persona non grata após ele comparar a ação militar ao Holocausto. Aceitar o convite poderia soar incoerente, já que o Brasil prioriza mediações via ONU. Para Lula, aceitar o convite é ir contra as ideias da esquerda e defendida pelos seus aliados, porém não aceitar pode mostrar que a busca pela paz seria somente uma falácia, visto que Lula e seus aliados tem se posicionado ao lado de grupos terroristas em vários momentos.

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Auxiliares de Lula analisam os riscos geopolíticos, enquanto o Planalto só se manifestará após decisão presidencial, prevista para a próxima semana. Diferente do argentino Javier Milei, que aceitou o convite como "uma honra", o Brasil mantém reserva.

A proposta já gera controvérsia: no sábado (17), o gabinete de Benjamin Netanyahu repudiou o anúncio de Trump, afirmando falta de coordenação e oposição à política israelense. O chanceler Gideon Saar planeja discutir o tema com Rubio.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Ricardo Stuckert, Reprodução
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