O custo de ter um filho em uma escola particular deve pesar mais no bolso das famílias brasileiras em 2026. Uma pesquisa recente publicada pela Explora Pesquisa — empresa do Grupo Rabbit, indicou que o reajuste médio das mensalidades deve ser de 9,8%, o que representa o dobro da inflação projetada para este ano, que está em 4,8%.
Mais de um terço das 308 instituições entrevistadas planeja aplicar um aumento de 10%.
Para as famílias com crianças e adolescentes no ensino privado, a alta anual é um ponto crucial no planejamento financeiro. O cálculo do reajuste é influenciado pela inflação, novos investimentos, mas principalmente pelo aumento dos salários dos professores, que absorve entre 45% e 55% do orçamento escolar, outro ponto são os aumentos de impostos que subirão a partir de 2026.
A pesquisa também revelou que parte dos colégios ainda busca recuperar perdas financeiras ocorridas durante a pandemia, causadas por descontos ou evasão de alunos. Mesmo com o aumento, a lucratividade média do setor deve permanecer em torno de 14%.
No Brasil, apenas 20% dos alunos estão matriculados em escolas particulares, sendo a grande maioria (80%) atendida pela rede pública.

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