O senador Sergio Moro (União-PR) enfrenta resistências internas na Federação União-PP para ser lançado candidato ao Governo do Paraná em 2026. Essa indefinição, aliada ao desejo do governador Ratinho Junior (PSD) de disputar a Presidência da República, tem impulsionado aproximações de Moro com o PL e o senador Flávio Bolsonaro.
Com Ratinho Junior de olho no Palácio do Planalto, Flávio Bolsonaro enfrentaria dificuldades para montar palanques eleitorais no Paraná, o quinto maior colégio eleitoral do Brasil. Uma candidatura própria do PL ao governo estadual resolveria isso, aproximando Moro do eleitorado paranaense. A demora de Ratinho em definir um sucessor também consolida a imagem de Moro junto aos eleitores locais.
Pesquisa da Futura Inteligência, divulgada em 30 de janeiro, reforça o favoritismo de Moro. Ele lidera todos os cenários de primeiro turno testados e vence simulações de segundo turno contra nomes como o secretário estadual das Cidades, Guto Silva (PSD), o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi (PSD), e o deputado estadual Requião Filho (PDT).
A possível filiação de Moro ao PL pode abalar ainda mais a disputa ao Senado. O PSD planejava incluir o deputado federal Filipe Barros (PL-PR) em sua chapa, mas um candidato próprio do PL ao governo faria Barros deixar a aliança, retirando apoio regional da legenda de Ratinho Junior. Essa movimentação também ameaça atrair partidos de centro-direita da base do governador.
Na última semana, o presidente estadual do Republicanos, deputado federal Pedro Lupion, sinalizou que o partido pode lançar candidato próprio ao Palácio Iguaçu, intensificando o tabuleiro político paranaense rumo às eleições de 2026.
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