A proposta de anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro, que era vista como uma forma de contrapor as condenações do Supremo Tribunal Federal (STF), parece estar tomando um novo rumo. Em um jantar recente em Brasília, o tema foi discutido entre o ex-presidente Michel Temer, o deputado Aécio Neves e o deputado Paulinho da Força, que foi nomeado relator do projeto. A reunião contou com a participação online do deputado Hugo Motta e, surpreendentemente, dos ministros do STF, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.
O encontro, que poderia ser apenas mais uma articulação política, sinaliza uma mudança de estratégia. Enquanto os apoiadores de Jair Bolsonaro esperavam um projeto que perdoasse completamente os envolvidos, a presença de ministros do STF na discussão sugere uma nova abordagem, o que já é alvo de críticas da direita. Eles alegam uma "interferência do Judiciário no Legislativo".
A nova diretriz foi reforçada por Paulinho da Força, Aécio e Temer, que em um vídeo, enfatizaram a intenção de "pacificar o Brasil" e evitar confrontos com o STF. Além disso, o projeto foi rebatizado para "PL da Dosimetria", com foco na redução das penas dos condenados, em vez de uma anistia total. Essa mudança já causa desconforto entre deputados da direita, que culpam Hugo Motta por "enterrar a anistia" ao escolher Paulinho da Força como relator e já articulam para substituí-lo.
Comentários: