A queda da população chinesa tem várias causas, incluindo a mudança cultural, a maior urbanização e a diminuição da renda. Nos últimos anos, aumentou o número de mulheres que optam por não ter filhos, seja por motivos profissionais, financeiros ou pessoais.
O governo chinês tem tentado incentivar o aumento da natalidade, mas até agora as medidas tomadas não têm surtido efeito. O presidente Xi Jinping chegou a dizer que está na hora das mulheres chinesas aderirem ao casamento e à "cultura de procriação".
No entanto, o movimento de mulheres que querem juntar dinheiro e aproveitar a vida sem filhos está crescendo. A coisa é tão séria que o governo está bloqueando contas de ativistas feministas.
A diminuição da população chinesa terá um impacto significativo na economia do país. Com uma população menor e mais velha, Pequim prevê escassez de 30 milhões de trabalhadores na indústria no ano que vem. Apesar do alto desemprego entre os jovens, eles também não querem empregos em fábricas.
A China cresceu dois dígitos por ano até 2011. Já em 2023, não deve passar dos 5% — o 3º pior resultado desde a década de 1990.
A queda da população chinesa é um desafio sem precedentes para o país. O governo terá que encontrar soluções criativas para enfrentar os problemas econômicos e sociais que essa tendência trará.
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