Em Apucarana, no norte do Paraná, uma denúncia de lesão corporal envolvendo uma criança de seis anos com transtorno do espectro autista mobilizou a Polícia Militar na tarde de 7 de janeiro de 2026. O registro da ocorrência, datado às 16h26, ocorreu na Rua Rio Iguaçu, no Núcleo Habitacional João Paulo I. A equipe foi acionada pela Central de Operações após um solicitante relatar que um parente havia agredido o menino.
No local, os policiais conversaram com o pai das crianças, K. F. P. N., de 32 anos, que apontou o tio de 76 anos, J. E. M., como o autor da suposta agressão. Segundo o pai, o idoso estaria responsável pelo ato contra seu filho. A mãe das crianças, A. C. P., de 33 anos, já havia deixado o endereço com os filhos. Ela trabalha no mesmo imóvel, prestando cuidados a uma senhora de 93 anos, tataravó das crianças, que se encontra acamada.
Em contato telefônico com a mãe, via número fornecido por um parente, ela negou qualquer agressão. A. C. P. explicou que as crianças estavam apenas brincando, jogando travesseiros uma na outra, e que não presenciou violência. Atendendo a um pedido da PM, ela enviou imagens da criança supostamente agredida. As fotos, analisadas pela equipe, não revelaram lesões aparentes.
Diante da divergência de relatos e da ausência de provas visíveis, os policiais comunicaram a situação à conselheira tutelar. A profissional foi informada sobre os detalhes da ocorrência e o número do boletim de ocorrência. Ela se comprometeu a visitar a residência da mãe para verificar o bem-estar das crianças e, se necessário, acionar novamente a PM.
O caso destaca a sensibilidade envolvendo menores com necessidades especiais, como o autismo, e reforça a importância de investigações rápidas para proteger vulneráveis. A Polícia Militar classificou a natureza do atendimento como "desinteligência", indicando análise preliminar sem confirmação de crime. Até o momento, não há indicativo de prisão ou medidas judiciais imediatas, mas o acompanhamento do Conselho Tutelar segue em andamento.
A ocorrência expõe tensões familiares em um contexto de cuidados domiciliares, onde a idosa de 93 anos depende de assistência constante. Familiares envolvidos mantiveram sigilo sobre detalhes adicionais, priorizando a privacidade das crianças.

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