Centenas de venezuelanos exilados tomaram as ruas de Santiago, capital do Chile, e da Flórida, nos Estados Unidos, neste sábado (3), para manifestar apoio à intervenção militar dos EUA na Venezuela. Vestidos com camisetas e bandeiras do país sul-americano, os manifestantes dançaram e celebraram a captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, em um ato que agitou a diáspora venezuelana.
No Chile, um dos países sul-americanos com maior concentração de refugiados venezuelanos – fugidos do colapso econômico e dos conflitos internos –, as vias públicas de Santiago foram ocupadas por multidões eufóricas. Uma venezuelana em Santiago ergueu cartazes a favor da operação americana, conforme registro de Javier Torres/AFP. Já na Flórida, os conterrâneos entoaram o hino nacional venezuelano em meio a comemorações vibrantes.
A intervenção começou na manhã deste sábado com um ataque a bombas dos EUA em Caracas, capital venezuelana, classificada por autoridades internacionais como violação à Carta das Nações Unidas. O documento estipula que qualquer uso de força militar estrangeira exige autorização prévia do Conselho de Segurança da ONU, o que não ocorreu. Maduro e Cilia Flores, segundo a procuradora-geral americana, serão julgados nos EUA por crimes associados ao regime.
A repercussão internacional divide opiniões: Lula classificou o ataque como "afronta gravíssima à soberania" venezuelana, enquanto outros países reagem à operação liderada por Trump. A diáspora vê no episódio o fim de anos de repressão.

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