Em Apucarana, no norte do Paraná, a Polícia Militar foi acionada na manhã de 10 de janeiro de 2026 para atender uma ocorrência de desobediência na Rua Caviuna, no Núcleo Habitacional Afonso Souza Camargo. A solicitante relatou que seu filho, de 17 anos, estava em extrema agressividade, danificando a residência e tentando agredir fisicamente a mãe, de 57 anos e a irmã. A guarnição chegou rapidamente e foi recebida pela vítima, que confirmou o histórico de violência doméstica do jovem, incluindo uma tentativa anterior de esfaqueamento registrada em boletim de ocorrência.
Diante do risco iminente às mulheres, os policiais realizaram adentramento tático na casa e localizaram o adolescente sentado em uma edificação nos fundos do imóvel. Ao receberem ordem legal de abordagem, o jovem desobedeceu repetidamente, investindo contra a equipe com socos e chutes. A resistência ativa resultou em lesão de raspão no rosto do Soldado B. V. Para conter a agressão e preservar a integridade física de todos, os PMs empregaram técnicas de imobilização proporcional e progressiva. Durante a contenção, o adolescente perdeu a consciência momentaneamente e sofreu trauma contuso no supercílio esquerdo ao colidir com o solo.
A mãe como vítima e representante legal, manifestou interesse na apreensão do filho, que foi algemado e levado à delegacia de plantão. Laudos de lesão corporal foram emitidos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tanto para o jovem quanto para o soldado ferido. Mesmo na UPA, o adolescente voltou a se mostrar agressivo, ameaçando os policiais com as palavras: “Vou matar vocês, vou encher vocês de tiro”. As ameaças foram gravadas em vídeo e documentadas.

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