O movimento dos caminhoneiros brasileiros ganhará um novo capítulo a partir desta quinta-feira (4/12), com a paralisação geral prevista em todo o país e uma ação judicial que busca garantir a legalidade da mobilização. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o desembargador aposentado Sebastião Coelho e Chicão Caminhoneiro, representante da União Brasileira dos Caminhoneiros, comunicaram que protocolarão um pedido para registrar a paralisação formalmente, garantindo amparo jurídico aos participantes.
Chicão destacou que a iniciativa conta com suporte jurídico completo e ocorre dentro da legalidade, enquanto Coelho reforçou seu compromisso de acompanhar o processo para assegurar assistência legal contínua. Segundo eles, a mobilização não se vincula a qualquer corrente política, mas sim a uma pauta focada em reivindicações específicas da categoria, como estabilidade contratual, cumprimento das leis vigentes, reestruturação do Marco Regulatório do Transporte de Cargas e aposentadoria especial após 25 anos de trabalho com documentação fiscal comprovada.
Entretanto, o desembargador Coelho também é conhecido por convocar recentemente seus seguidores para uma paralisação em defesa da anistia ampla, geral e irrestrita ao ex-presidente Jair Bolsonaro e demais envolvidos nos eventos do dia 8 de janeiro, reforçando a complexidade política atual que envolve a mobilização social.
Historicamente, a greve dos caminhoneiros em 2018, que durou cerca de 10 dias, provocou enorme impacto ao paralisar transportes e causar desabastecimento de combustíveis e alimentos em várias regiões do país. Naquela ocasião, as reivindicações eram contra os sucessivos aumentos do preço do óleo diesel, e o movimento só foi encerrado após negociações diretas com o governo do então presidente Michel Temer.
A nova paralisação pretende ter adesão setorizada, iniciando por líderes da categoria que convocarão as bases para aderir gradualmente à mobilização, exceto serviços essenciais como bombeiros, hospitais e ambulâncias, conforme orientação de Coelho.

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