A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), anunciou nesta quarta-feira (21) sua pré-candidatura a uma vaga no Senado Federal pelo Paraná nas eleições de 2026. A decisão foi revelada logo após uma reunião no Palácio do Planalto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o diretor-geral da Usina Itaipu, Ênio Verri (PT). Verri, que havia manifestado interesse na mesma vaga um dia antes, retirou sua pré-candidatura, abrindo caminho para Gleisi.
Em postagem nas redes sociais, a ministra reforçou seu compromisso com o governo federal. "Reafirmei meu compromisso de fortalecer, no Paraná, o projeto liderado pelo presidente Lula. Sou pré-candidata ao Senado Federal", escreveu ela, destacando o alinhamento partidário e a defesa das pautas do Executivo no estado. A movimentação de Gleisi faz parte de uma estratégia maior do PT para ampliar sua influência no Congresso, especialmente no Sul do país, onde o partido busca reconquistar espaço perdido em pleitos anteriores.
A saída da ministra integra um êxodo amplo no primeiro escalão do governo Lula. O Palácio do Planalto estima que mais de 20 ministros devem deixar seus cargos para disputar eleições proporcionais ou majoritárias este ano. Essa tendência reflete a ambição do partido em ocupar mais cadeiras no Legislativo, fortalecendo a base de apoio ao presidente em um momento de desafios econômicos e polarização política.
De acordo com a legislação eleitoral, agentes públicos em cargos executivos precisam se desincompatibilizar até seis meses antes do pleito para evitar inelegibilidade. No caso das eleições de 2026, o prazo final é 4 de abril. Assim, Gleisi e outros ministros terão pouco mais de dois meses para formalizar suas saídas e se dedicarem integralmente às campanhas. A medida é obrigatória para juízes, promotores, prefeitos e ocupantes de ministérios, garantindo isonomia no processo eleitoral.
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