Em Apucarana, no norte do Paraná, a Polícia Militar prendeu na madrugada de 17 de dezembro de 2025 um homem de 46 anos acusado de descumprir medida protetiva de urgência expedida em favor de sua ex-companheira, uma mulher de 43 anos com deficiência motora. O incidente ocorreu por volta das 00h41 na Travessa São João do Ivaí, no bairro Vila Regina. Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito, identificado como C. R. D. O., pulou o muro da residência da vítima, V. D. A. F., e começou a proferir ameaças, comportamento recorrente relatado pela mulher.
A vítima acionou o COPOM imediatamente, mas antes da chegada dos policiais, o agressor intensificou as ameaças. Ao perceber a presença da equipe, ele fugiu para os fundos da casa, subiu no telhado e se deslocou pelos telhados vizinhos em tentativa de escapar. De cima do telhado, C. R. D. O. ameaçou arremessar tijolos contra os PMs, demonstrando alto grau de agressividade. Ele aparentava estar sob efeito de substâncias entorpecentes, agitado, xingando os agentes e repetindo ameaças de morte.
A PM montou cerco ao local com apoio do CPU (Canil Policial), usando verbalizações insistentes para convencer o homem a descer. Após negociações, ele cedeu e desceu, mas resistiu à abordagem inicial, recusando-se a obedecer e alegando que os policiais não tinham qualificação para detê-lo. Diante da recusa, os agentes aplicaram técnicas de controle de contato. O suspeito reagiu com socos, empurrões e tentativa de cabeçada, exigindo imobilização e uso de algemas, conforme a Súmula Vinculante nº 11 do STF, para proteger a integridade física de todos os envolvidos.
No camburão da viatura, o comportamento agressivo persistiu: chutes, cabeçadas e mais xingamentos e ameaças de morte. A vítima, com mobilidade reduzida devido a um acidente de moto, não pôde se deslocar até a Delegacia de Polícia Civil. O delegado, ao ser informado, realizou videochamada com ela para formalizar a representação. O preso foi levado à delegacia sem lesões aparentes, mas continuou alterado, alegando agressões verbais. Após minutos, foi entregue para providências judiciais.
O caso destaca a importância das medidas protetivas da Lei Maria da Penha, frequentemente descumpridas por agressores reincidentes. A PM enfatiza que ações rápidas evitam escaladas maiores, preservando a segurança da vítima e dos agentes.

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