Em um movimento diplomático inédito, Reino Unido, Canadá, Austrália e Portugal reconheceram oficialmente o Estado da Palestina. A decisão, que marca a primeira vez que países centrais do Ocidente colocam seu peso político na causa, vem em meio à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza. O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, resumiu a justificativa em um vídeo, afirmando que a solução de dois Estados — um Israel seguro ao lado de um Estado palestino viável — ainda não existe.
Historicamente, o reconhecimento da Palestina vinha de nações árabes, latino-americanas ou com menor influência diplomática. Com a adesão de potências como Reino Unido e Canadá, analistas e diplomatas veem a medida como um ganho de legitimidade para os palestinos, que pode isolar Israel no cenário global e gerar um efeito dominó. Cerca de 75% dos países da ONU já reconhecem a Palestina.
A reação de Israel foi crítica, classificando a decisão como uma "recompensa ao Hamas". Donald Trump também se alinhou a Tel Aviv, que historicamente tem defendido ter oferecido propostas de paz com concessões territoriais significativas aos palestinos, que teriam sido rejeitadas.

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