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Quinta-feira, 23 de Abril de 2026
Países pelo mundo estão fechando suas fronteiras para imigrante

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Países pelo mundo estão fechando suas fronteiras para imigrante

Itália, Reino Unido, Portugal e Argentina Anunciam Novas Restrições em Tendência Mundial

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O processo para conseguir residência, cidadania ou visto no exterior, que antes muitas vezes se resumia a cumprir requisitos burocráticos, vive agora um de seus momentos de maior rigor. Essa tendência de endurecimento não é isolada, mas parte de um movimento global, com diversas nações apertando o cerco contra o que governos têm chamado de "abusos" nos sistemas de imigração – um tema frequentemente associado a bandeiras antiglobalistas.

Somente nesta semana, quatro países com forte presença de brasileiros anunciaram mudanças significativas em suas políticas migratórias. Na Itália, a concessão da cidadania por descendência foi drasticamente limitada, restringindo o direito apenas a filhos ou netos diretos de italianos, encerrando a possibilidade baseada em gerações mais distantes.

O Reino Unido também impôs barreiras elevadas, dobrando o tempo de residência mínimo exigido para determinados status e removendo facilidades que antes beneficiavam estudantes e trabalhadores estrangeiros. Portugal, que abriga a maior comunidade brasileira na Europa, sinaliza a intenção de estender o prazo necessário para a naturalização, passando dos atuais cinco para dez anos.

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Na Argentina, sob a gestão do presidente Javier Milei, as medidas foram ainda mais incisivas: estrangeiros com antecedentes criminais ficam agora impedidos de entrar no país, e a apresentação de um seguro saúde válido tornou-se obrigatória para todos que chegam.

Os números da diáspora brasileira ilustram o alcance dessas medidas: há cerca de 100 mil brasileiros na Argentina, 150 mil na Itália, 100 mil no Reino Unido e expressivos 400 mil em Portugal.

Em um panorama mais amplo, dados atualizados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o número de migrantes internacionais atingiu 304 milhões em 2024, representando cerca de 3,8% da população mundial. Se antes a tônica parecia ser a abertura e o acolhimento, o avanço de conflitos e tensões étnicas globais parece estar revertendo essa tendência, com países cada vez mais optando por um fechamento maior de suas fronteiras e regras de acesso.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Clarin | Reprodução
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