Uma investigação do Metrópoles expõe conexões polêmicas entre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o Tayayá Resort, luxuoso empreendimento em Ribeirão Claro, no Paraná. Relatos anônimos de funcionários afirmam que Toffoli age como "quase dono" do local, frequentando-o com casa própria e até um barco à disposição.
Formalmente, o resort pertencia aos irmãos e ao primo do ministro, mas foi adquirido por um fundo ligado ao Banco Master – controlado pelo cunhado de Daniel Vorcaro, figura central no escândalo financeiro que tramita sob relatoria de Toffoli no STF. O grupo J&F, dos irmãos Batista, também aparece no controle via advogado ligado. Um esquema detalhado ilustra as transferências de fatias familiares para esse fundo, que investiu pesadamente no negócio.
Funcionários contam que Toffoli visita o resort com frequência. Em 2025, ele teria fechado o hotel inteiro para uma festa privada com cerca de 180 convidados, gerando desconforto na equipe. Essa proximidade ganha contornos ainda mais graves diante do caso Master: Toffoli é relator de um processo que envolve o banco, e recentemente viajou de jatinho com advogado da defesa para a final da Libertadores.
O desfecho mais controverso: colegas do STF defendem devolver o escândalo à 1ª instância, vista como "saída honrosa" para Toffoli. A reportagem levanta suspeitas de conflito de interesses, com o ministro julgando tema ligado a seu círculo financeiro e familiar. O Tayayá, com suas piscinas, chalés e lagoa, torna-se símbolo de privilégios em meio a um dos maiores escândalos bancários recentes.
Comentários: